Código de Ética

Mensagem aos Ibefianos

Ao instituir este Código de Ética do executivo de finanças, desejo enfatizar a importância de que se reveste este momento como um marco na história do IBEF.
Esta norma traduz as elevadas convicções éticas e disposições morais dos que exercem a nossa nobre profissão com proficiência e probidade.
Que este instrumento seja perene inspiração para a conduta do profissional e do cidadão e que todos assumam a responsabilidade de zelar pelos seu estrito cumprimento como garantia maior da exaltação dos princípios éticos no contexto de nossa Pátria.
Et Nunc Et Semper
Setembro de 1998 – 27º ano da fundação do IBEF.

Ary S. Graça Filho
Presidente
Ibef Nacional

Comissão de Elaboração do Código de Ética:
Ary S. Graça Filho – Presidente
Luiz Affonso Romano – Coordenador
Rubens Tafner – Presidente Ibef-SP
Francisco Céspede – Vice-presidente Ibef-SP
José Bueno – Diretor Ibef-SP
José Maria Rodrigues Noronha – Consultor

Resolução N.º 01/98

A Assembléia Nacional do IBEF , no uso de suas atribuições estatutárias, leva ao conhecimento do quadro social que após haver consultado a opinião de seus afiliados e,
Considerando
Que o executivo de finanças é o profissional qualificado para exercer a administração de recursos monetários, patrimoniais, rendas, créditos e investimentos no contexto dinâmico das atividades econômicas;
Que o executivo de finanças deve orientar-se por princípios éticos compatíveis ao elevado grau de responsabilidade e probidade exigíveis para o exercício de suas atividades profissionais;
Que apesar da diversidade das atividades realizadas pelos executivos de finanças, desde a gestão de recursos monetários até a auditoria dos procedimentos e validação dos resultados, prevalecem determinados paradigmas essenciais à conduta de todos os profissionais que congregam o Instituto;
Que entre os objetivos institucionais do IBEF está o incentivo ao desenvolvimento do executivo de finanças fundamentado nos elevados valores de moralidade e dignidade da profissão;
Que o IBEF, coerente às recomendações emanadas do International Association of Financial Executives Institute – IAFEI – tem a responsabilidade de instituir os princípios éticos e os decorrentes padrões de conduta profissional que validem a proficiência e confiabilidade do executivo de finanças junto às instituições e à sociedade em geral,
Resolve
1.Instituir o Código de Ética e Normas de Conduta Profissional, conforme os termos do documento anexo, a ser seguido zelosamente por todos os afiliados do IBEF;
2.Instituir uma Comissão Permanente de Ética – CPE – com o objetivo de apurar os fatos e recomendar ao Conselho Diretor Secional as medidas cabíveis, nos termos do Art.2 do Estatuto Social, em caso de quebra do decoro profissional por parte do executivo de finanças afiliado ao IBEF;
3.Estabelecer que a Comissão Permanente de Ética será constituída pelo Presidente Nacional do IBEF, um representante de cada seccional do IBEF e um secretário-geral, todos diretores do IBEF, podendo se reunir e decidir com o número mínimo de três (3) membros;
4.Solicitar às organizações afiliadas ao IBEF que realizem as alterações necessárias nos respectivos estatutos para a inclusão dos princípios básicos preconizados pelo Código de Ética do IBEF ora instituído;
5.Proceder ampla divulgação do Código de Ética junto às instituições financeiras da administração pública, da iniciativa privada e onde quer que atuem os executivos de finanças afiliados ao IBEF em todo o território nacional.

 

Código de Ética

Capitulo I – dos Fundamentos Éticos

Art. 1º: O executivo de finanças exerce suas atividades profissionais em organizações da administração pública e da iniciativa privada e nessa condição participa da formulação, implantação e gestão das estratégias e políticas necessárias à realização dos objetivos institucionais.
Art. 2º: No exercício de suas atribuições e responsabilidades profissionais, bem como em sua vida pessoal e familiar, o executivo de finanças tem o compromisso de pautar sua conduta rigorosamente de acordo com os princípios éticos que se seguem:
I. Conduzir seus assuntos profissionais e pessoais e empregar seu conhecimento e experiência sempre com absoluta integridade e honestidade de propósitos e meios;
II. Manter conduta límpida em todas as situações, ensejando confiança e respeito dos que partilharem do seu convívio como profissional e cidadão;
III. Atuar rigorosamente de acordo com o que determina a lei e os princípios do direito de modo que sua conduta, como profissional e cidadão, possa contribuir para o respeito às instituições e o desenvolvimento da sociedade;
IV. Zelar por seu conceito como cidadão e como profissional empenhando-se, permanentemente, na dignificação de sua conduta moral, abstendo-se de atos que aviltem a organização em que atue, os seus pares e o IBEF;
V. Assumir total e claramente a responsabilidade pela execução do seu trabalho e pelos pareceres e opiniões profissionais de sua autoria;
VI. Realizar o seu trabalho com absoluta lealdade, guardando total sigilo profissional , ressalvada a sua obrigação de divulgar as informações exigíveis nos termos da lei;
VII. Demonstrar retidão no exercício das suas atividades e proficiência no emprego dos conceitos e práticas da profissão, apresentando informações completas, corretas, objetivas e relevantes;
VIII. Atuar de modo que sejam asseguradas a exatidão e a qualidade na realização do trabalho sob sua responsabilidade profissional;
IX. Cumprir os preceitos que definem o exercício da gestão financeira mantendo-se sempre atualizado com os conhecimentos técnicos e mudanças que possam contribuir efetivamente para o seu desenvolvimento pessoal e profissional;
X. Guardar a devida imparcialidade de modo que prevaleça sempre o equilíbrio e a justiça no exercício das atividades que caracterizam a gestão financeira.

Capitulo II – das Normas de Conduta Profissional

Art. 3º: Os princípios estabelecidos pelo Código de Ética se traduzem nas presentes normas de conduta que devem ser fielmente cumpridas pelos executivos de finanças afiliados ao IBEF de modo a ser mantido o alto conceito da profissão junto à sociedade.
Art. 4º: As normas estabelecem os deveres e responsabilidades que deverão ser assumidas nos diferentes níveis de atuação e relacionamento pessoal e profissional.
Art. 5º: O executivo de finanças manterá conduta equilibrada e isenta, evitando participar de transações e atividades que possam comprometer a sua dignidade profissional ou desabonar a sua imagem pública bem como da instituição profissional.
Art. 6º: Os relatórios e demontrativos financeiros elaborados pelo executivo de finanças deverão ser objetivos, claros e precisos de forma que os investidores e credores possam dispor de informações fidedignas e confiáveis.
Art. 7º: O executivo de finanças manterá absoluta confidencialidade quanto às informações e atividades referentes ao trabalho na organização onde atua sendo-lhe vedado a utilização desses dados em benefício de seus interesses particulares ou em benefício de terceiros.
Art. 8º: Na realização de seu trabalho o executivo de finanças empregará os métodos e técnicas mais atualizados e consistentes de modo a otimizar os resultados econômicos e financeiros da organização em que atue.
Art 9º: O executivo de finanças se empenhará em aplicar seus conhecimentos no desenvolvimento de técnicas modernas e de comprovada eficiência para análise e avaliação econômico-financeira bem como no gerenciamento dos negócios sob sua responsabilidade profissional.
Art. 10º: Em suas relações profissionais com auditores e consultores internos e externos, o executivo de finanças manterá atitude de cooperação, transparência, sinceridade e boa fé, fornecendo aos mesmos informações completas, corretas e dentro dos prazos estabelecidos.
Art. 11º: O executivo de finanças evitará estabelecer vínculos de qualquer natureza com organizações ou clientes cujas condutas não sejam compatíveis com a sua consciência profissional e com os mais elevados padrões éticos.
Art. 12º: É vedado ao executivo de finanças, no exercício de suas atividades profissionais, receber qualquer gratificação monetária ou recompensa material que não seja decorrente da justa e legal remuneração de seu trabalho.
Art. 13º: É impróprio ao decoro do executivo de finanças pleitear posição ou propor prestação de serviços, na administração pública ou na empresa privada, utilizando-se de meios que possam comprometer a sua imagem profissional.
Art. 14º: Ao oferecer seus serviços, o executivo de finanças jamais usará de atitude desleal falseando ou omitindo fatos para denegrir a reputação dos concorrentes.
Art. 15º: No caso de haver algum tipo de interesse comercial ou de relacionamento pessoal ou familiar junto a fornecedores e compradores que possa eventualmente causar algum impedimento do executivo de finanças, esse fato deverá ser levado pelo próprio ao conhecimento da organização em que atue.
Art. 16º: No caso de afastamento de suas atividades, o executivo de finanças deverá colocar à disposição da organização onde tenha atuado todas as informações que devam ser levadas ao conhecimento de seu substituto para os devidos fins.
Art. 17º: A atuação profissional do executivo de finanças se limitará aos serviços para os quais esteja plenamente qualificado sendo-lhe vedado a realização de trabalhos em áreas de atividade que não sejam de sua especialidade ou não tenha reconhecida experiência.
Art. 18º: O executivo de finanças não poderá, sem prévia e expressa autorização, publicar estudos, pareceres, pesquisas ou fazer exposições sobre assuntos em que faça uso de métodos, técnicas, sistemas ou modelos que sejam de propriedade e emprego exclusivo de uma organização na qual atue ou tenha atuado.
Art. 19º: A prestação de serviços às organizações da administração pública, direta ou indireta, deverá merecer do executivo de finanças especial atenção na medida em que estará atuando com os recursos públicos cuja gestão implica, em última análise, resguardo dos interesses da sociedade.
Art. 20º: No cumprimento de suas atividades profissionais, o executivo de finanças deverá ter em mente a importância de sua contribuição, em termos de conhecimento, habilidades e experiência, para o aperfeiçoamento da administração financeira com um dos vetores do desenvolvimento econômico, político e social do país.
Art. 21º: O executivo de finanças terá sempre a preocupação de dar, como profissional e como membro da comunidade, o devido apoio às iniciativas que visem o respeito à cidadania e a satisfação das legítimas aspirações da sociedade.
Art. 22º: O executivo de finanças deverá colaborar para o desenvolvimento da organização em que atue bem como para o aprimoramento profissional e pessoal dos demais associados do IBEF.
Art. 23º: Compartilhar seus conhecimentos e experiências junto aos demais profissionais como retribuição à sociedade que tornou possível a sua capacitação técnica e o aperfeiçoamento de sua conduta como cidadão consciente e responsável.
Art. 24º: Ao exercer posição de liderança, o executivo de finanças dará a devida atenção e consideração aos interesses de seus colaboradores de modo a criar um ambiente de trabalho estimulante, produtivo e agradável.
Art. 25º: Sempre que cabível, o executivo de finanças empregará os seus conhecimentos e experiência no sentido de buscar, dentro do que permitam as normas legais, a redução da carga tributária de modo a preservar tanto os interesses empresariais quanto os comunitários e a geração de empregos.
Art. 26º: O executivo de finanças se disporá a participar das atividades de associação e integração que valorizem a formação e o desenvolvimento profissional criando condições para o estabelecimento de vínculos de amizade cordial e respeito mútuo na comunidade do IBEF.
Art. 27º: O executivo de finanças dará a necessária atenção e prioridade à defesa dos direitos humanos e dos interesses comunitários considerando a preservação dos recursos naturais e do ambiente ecológico como seu dever de cidadania.
Art. 28º: Dedicará parcela de seu tempo, iniciativa e capacidade de realização em proveito de atividades cívicas e culturais que possam contribuir para o fortalecimento das Instituições e engrandecimento da sociedade e da Pátria.
Art. 29º: O executivo de finanças deverá respeitar e fazer respeitar integralmente os termos e disposições do Estatuto Social do IBEF.
Art. 30º: Cabe a cada executivo de finanças bem como às organizações associadas ao IBEF cumprir e fazer que sejam respeitados os princípios éticos que inspiram a atividade zelando pela observância do Código de Ética e das Normas de Conduta Profissional.