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O desempenho da atividade econômica nos últimos anos, principalmente em 2015, tem sinalizado que a economia brasileira está não só conjunturalmente desorganizada, mas também estruturalmente ineficiente.

Deixando um pouco de lado as mazelas da economia interna e focando na estrutura da economia internacional, é possível afirmar que temos uma perspectiva em forte modificação. E esta modificação estrutural está presente em todos os grandes blocos econômicos internacionais: China, Europa e Estados Unidos.

A economia brasileira não cresce acima de seu potencial a um bom tempo. O crescimento médio do PIB nos últimos três anos foi de apenas 2,1%. Além disso, as perspectivas para 2014 e 2015 sinalizam que este cenário de crescimento será ainda mais fraco (Graf. 1). No entanto, a taxa de desemprego no Brasil aponta que o número de desempregados em nossa economia é a menor de nossa história. A taxa de desemprego divulgado pelo IBGE para junho/14 foi de 4,5%, a menor da série histórica para este período do calendário (vide Graf. 2). Qual a explicação para este fato?

Alguém que contribua com R$ 200,00 por mês para um plano de Previdência Privada, considerando um rendimento real (descontada a inflação) de 2% ao ano, acumula em 35 anos um montante de R$ 121.509,65. Este montante seria suficiente para lhe garantir uma retirada mensal de R$ 614,69 durante 20 anos.

O Rio Grande do Sul tem perdido relevância econômica no país, ao longo das últimas décadas. Além de crescermos menos do que o Brasil, a nossa economia apresenta uma forte instabilidade. É uma tarefa difícil reverter essa situação em um estado que possui poucos recursos próprios para investimentos. Uma das razões para o baixo investimento do setor público gaúcho é justamente o seu crônico déficit fiscal que, no ano passado, chegou a 1,4 bilhões de reais.